01/09/2026 - A DERROTA ESTÁ INICIADA
Terça-feira, 1 de setembro de 2026
1Cor 2,10-16
Sl 145(144),8-14
Lc 4,31-37
A DERROTA ESTÁ INICIADA
“…E o demônio, lançando-o no meio de todos, saiu sem lhe fazer mal algum.” (Lc 4,35)
“…Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo.” (1Jo 3,8) Jesus começou o Seu ministério público expulsando demônios (Lc 4,33,-35). Jesus deu à Sua Igreja “…autoridade de expulsar os espíritos imundos…” (Mt 10,1) No Batismo nós rejeitamos a Satanás, às suas obras e a todas as suas promessas vãs. “Pois o nosso combate não é contra o sangue nem contra a carne, mas contra os Principados, contra as Autoridades, contra os Dominadores deste mundo de trevas, contra os Espíritos do Mal, que povoam as regiões celestiais.” (Ef 6,12)
Está o reino de Satanás está sofrendo grandes perdas por que Jesus está agindo através de vocês? Vocês e as pessoas ao seu redor estão cometendo cada vez menos pecados? Pecados mortais são menos frequentemente cometidos em suas famílias, igrejas, negócios, vizinhanças e cidades? Que fortalezas e sofismas de Satanás caíram durante os anos das suas vidas em Cristo? (2Cor 10,4). Satanás tem mais razões do que nunca para estar furioso com vocês? Sua fotografia está no ‘Correio’ do inferno? Vocês estão na lista de ‘procurados’ ou até mesmo de ‘mais procurados’ de Satanás?
Empunhem as armas necessárias para a batalha espiritual (Ef 6,13-17). Chamem os anjos e santos para ajudá-los na luta, especialmente São Miguel Arcanjo. Fiquem com Jesus, seu Comandante, e Ele colocará Seus inimigos debaixo de Seus pés (Hb 10,13).
Oração: Pai, conceda-me a graça de fazer a minha parte no ataque da Igreja contra as portas do inferno (Mt 16,18).
Promessa: “…Nós, porém, temos o pensamento de Cristo.” (1Cor 2,16)
Louvor: Beatriz ensina os seus alunos a viver para o momento do retorno de Jesus.
02/09/2026 - “UM PÃO, UM CORPO” (1Cor 10,17)
Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
1Cor 3,1-9
Sl 33(32),12-15.20.21
Lc 4,38-44
“UM PÃO, UM CORPO” (1Cor 10,17)
“…Com efeito, se há entre vós invejas e rixas, não sois carnais, e não vos comportais de maneira meramente humana?” (1Cor 3,3)
Os habitantes de Corinto não eram capazes de lidar bem como Cristãos porque eram “…como crianças em Cristo.” (1Cor 3,1) Eles eram retardados espiritualmente, pois não podiam suportar alimento sólido (1Cor 3,2) Eram malnutridos porque eram divididos (1Cor 3,4). A divisão resulta em malnutrição espiritual e carência. Assim, a divisão é um problema extremamente sério e pecaminoso.
Por isso, Jesus está orando para que nós sejamos um como Ele e o Pai são um (Jo 17,21). Temos de “[procurar] conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.” (Ef 4,3) Temos que perdoar uns aos outros ou não seremos perdoados por Deus (Mt 6,12). Somos chamados a ser ministros da reconciliação (2Cor 5,18), até mesmo a ponto de entregar as nossas vidas uns pelos outros (Jo 11, 51.52). “Portanto, se estiveres para trazer a tua oferta ao altar e ali te lembrares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; e depois virás apresentar a tua oferta.” (Mt 5,23.24)
“Vede: como é bom, como é agradável habitar todos juntos, como irmãos.” (Sl 133(132),1) Vede, como é ruim, e como é mortal, onde irmãos não habitam juntos! Sejam um. Procurem a Comunhão. Estejam em Comunhão. Sejam um através, com, e em Jesus.
Oração: Pai, eu me arrependo de buscar a Comunhão sem estar em comunhão (1Cor 11,29-30).
Promessa: “…Devo anunciar também a outras cidades a Boa Nova do Reino de Deus, pois é para isso que fui enviado.” (Lc 4,43)
Louvor: Marcos se levanta às 04:00h todas as manhãs para dedicar duas horas à oração. Ele procura avidamente ouvir a seu Senhor diariamente.
03/09/2026 - PEIXE FRESCO
Quinta-feira, 3 de setembro de 2026 – São Gregório Magno, Papa
1Cor 3,18-23
Sl 24(23),1-6
Lc 5,1-11
PEIXE FRESCO
“O espanto, com efeito, se apoderara dele … por causa da pesca que haviam acabado de fazer.” (Lc 5,9)
Jesus deu a São Pedro uma antevisão da grande pesca de almas com a grande quantidade de peixes apanhados. Pedro ficou espantado com o tamanho da pesca e com Jesus (Lc 5.9). O encontro pessoal de Pedro com Jesus foi o importante início do seu ministério. Cada um de nós precisa desesperadamente de um encontro com Jesus Cristo vivo. ‘…O tema manifesta com clareza a centralidade da pessoa de Jesus Cristo ressuscitado, presente na vida da Igreja, que convida à conversão, à comunhão e à solidariedade. O ponto de partida deste programa de evangelização é, certamente, o encontro com o Senhor…’ (Ecclesia in America,3 – São João Paulo II). Um relacionamento íntimo com Jesus é o fundamento da nossa vida Cristã (1Cor 3,11). Tudo o que fazemos deriva deste encontro com Jesus crucificado e ressuscitado.
Entretanto, o espanto de Pedro não foi forte o suficiente para suportar a cruz. Ele negou Jesus por três vezes. Mesmo quando Jesus lhe apareceu pessoalmente depois de ressuscitar dentre os mortos Pedro ainda vacilou. Não muito depois de encontrar Jesus ressuscitado, Pedro decidiu retornar à pesca de peixes ao invés de homens (Jo 21,3). Pedro ficou envelhecido. Ele perdeu o seu vigor. Em Sua misericórdia, Jesus deu a Pedro uma repetição de seu primeiro encontro, com uma grande pescaria (Jo 21,6). Finalmente, Pedro recebeu o Espírito Santo em Pentecostes e permaneceu revigorado até o fim da sua vida.
Vocês já se encontraram pessoalmente com Jesus vivo? Esse é um dos objetivos deste livreto sobre as Escrituras (Lc 24,32). Se ainda não tiveram esse encontro, peçam a Jesus para Se revelar a vocês. Então “…[Recebam] o Espírito Santo.” (Jo 20,22), Aquele que os mantêm vigorosos e renovados em Jesus. Recebam a Eucaristia diariamente ou sempre que possível. Se vocês pedirem a Ele, Jesus lhes dará um ‘… enlevo eucarístico … (Ecclesia de Eucharistia, 6 – Papa São João Paulo II) que os manterá vigorosos. Levem outras pessoas a serem ’pescadas’ para uma eternidade de deslumbramento com Jesus.
Oração: Pai, que eu possa, bem como todos a quem eu conhecer, encontrar Jesus, conhecê-Lo pessoalmente (Fl 3,10) e permanecer n’Ele (Jo 15,4).
Promessa: “…Não tenhas medo! Doravante serás pescador de homens.” (Lc 5,10)
Louvor: O Papa São Gregório Magno não permitiu que a doença ou a indisposição interrompessem o seu trabalho pela Igreja. A despeito da frágil saúde, ele cuidou de seu povo de todas as maneiras que lhe eram possíveis.
04/09/2026 - DEIXEM ISSO PARA O SENHOR
Sexta-feira, 4 de setembro de 2026
1Cor 4,1-5
Sl 37(36),3-6.27.28.39.40
Lc 5,33-39
DEIXEM ISSO PARA O SENHOR
“Manifestará tua justiça como a luz e teu direito como o meio-dia.” (Sl 37(36),6)
Os discípulos de Jesus foram acusados de serem fracos na oração e no jejum (Lc 5,33). Os Fariseus faziam um julgamento baseado somente naquilo que eles podiam observar exteriormente e interpretavam mal o conceito essencial para as ações dos discípulos.
São Paulo esteve sujeito a ser julgado e investigado tanto pelo povo de Corinto como pelos tribunais civis (1Cor 4,3.5). Ele serviu ao povo de Corinto e ao Senhor por motivos puros e era constantemente mal interpretado e frequentemente estava sujeito a acusações de todos os tipos.
Vocês já foram mal interpretados em sua caminhada Cristã? Já serviram a alguém cheios de amor e tiveram os seus motivos mal interpretados por aquela pessoa ou grupo de pessoas? Talvez eles tenham evitado vocês ou até mesmo acusado vocês de transgressão (Jo 16,2.3)
Como seguidores de Jesus, nós não temos de gastar a nossa energia nos defendendo além de uma explicação simples (Mt 5,37). Preferivelmente, o plano de Deus é que nos concentremos em servir a Ele (1Cor 4,1) e deixar que Ele trate de nos defender e justificar (Is 54,17; Sl 37(36),6). A justificativa dele é muito mais acessível e completa, “…como o meio-dia.” (Sl 37(36),6) Assim, “entrega teu caminho a Iahweh, confia nele, e ele agirá.” (Sl 37(36),5) em sua defesa.
Oração: Pai, eu coloco a minha vida em Vossas mãos (Sl 31(30),6).
Promessa: “A salvação dos justos vem de Iahweh, sua fortaleza no tempo da angústia.” (Sl 37(36),39)
Louvor: Apesar de Ana ter que carregar um tubo de oxigênio com ela pelo resto de sua vida, nunca deixou que isso a impedisse de desempenhar seu ministério junto à Igreja e ao povo de Deus.
05/09/2026 - MORRENDO PARA SER PRÓ-VIDA
Sábado, 5 de setembro de 2026 – Santa Teresa de Calcutá
1Cor 4,6-15
Sl 145(144),17-21
Lc 6,1-5
MORRENDO PARA SER PRÓ-VIDA
“…Pois fui eu quem pelo Evangelho vos gerou em Cristo Jesus.” (1Cor 4,15)
São Paulo foi o pai espiritual dos Cristãos de Corinto. Ele os gerou através da pregação do Evangelho (1Cor 4,15). Ele também foi o pai espiritual de Onésimo (Fm 10) e de São Timóteo (1Tm 1,2; 2Tm 1,2). São Pedro foi o pai espiritual de São Marcos (1Pd 5,13) e a Bem-aventurada Virgem Maria foi escolhida por Jesus no Calvário para ser a mãe espiritual do discípulo amado e de todo “…o resto dos seus descendentes, os que observam os mandamentos de Deus e mantêm o testemunho de Jesus.” (Jo 19,26; Ap 12,17). Todos nós somos chamados a gerar espiritualmente muitos filhos e filhas partilhando o Evangelho.
Vocês desejam ser férteis e se multiplicar espiritualmente? (Gn 1,28). Para conceber, fazer nascer e disciplinar seus filhos espirituais, precisam sofrer. Vocês precisam se tornar como “…condenados à morte … dados em espetáculo ao mundo …” (1Cor 4,9) Para gerar vida espiritual, vocês têm que morrer para si mesmos. Isso significa se tornar um “…louco por causa de Cristo … [sofrer] fome, sede e nudez: [ser] maltratados, não [ter] morada certa …” (1Cor 4,10.11) O que temos de enfrentar para gerar vida espiritual muitas vezes é trabalhar duro numa atividade manual, sofrendo perseguição e sendo caluniados (1Cor 4,12.13).
Para gerar vida nós temos que amar, e isso significa entregar nossa vida uns pelos outros (1Jo 3,16). Portanto, somos tentados a ser espiritualmente contraceptivos e abortivos. Somos tentados a escolher a morte ao invés da vida (Dt 30,19.20). Contudo, nós temos que rejeitar a ‘cultura da morte’ e escolher a vida em abundância (Jo 10,10) escolhendo amar e até mesmo, morrer.
Oração: Pai, que eu possa gerar todos os filhos espirituais e biológicos que Vós me chamastes a ter.
Promessa: “…O Filho do Homem é senhor do sábado!” (Lc 6,5)
Louvor: Santa Teresa de Calcutá explicou a um sacerdote sua visão sobre ministrar aos pobres tocando-os com os cinco dedos de sua mão e dizendo: “…a mim o fizeste.” (Mt 25,40)
06/09/2026 - O MAIOR CRITÉRIO PARA A UNIDADE
Domingo, 6 de setembro de 2026 – 23º Domingo do Tempo Comum
Ez 33,7-9
Sl 95(94),1.2.6-9
Rm 13,8-10
Mt 18,15-20
O MAIOR CRITÉRIO PARA A UNIDADE
“Se o teu irmão pecar, vai corrigi-lo a sós, se ele te ouvir ganhaste o teu irmão.” (Mt 18,15)
Jesus ora para que Sua Igreja seja uma como Ele e Seu Pai são um (Jo 17,21). Jesus tem critérios muito excepcionais para a unidade em Sua Igreja de modo que o mundo creia que o Pai O enviou (Jo 17,21). Isso pode se tornar uma surpresa para nós, pois o que nós experimentamos nas nossas igrejas locais pode ser desunião confessional e tendenciosa. Mas Jesus nunca muda os seus critérios. Ele insiste que Sua Igreja reflita a unidade da Trindade.
Para evitar a desunião, afastar a desunião, e construir a unidade, o Espírito Santo age das seguintes formas. Ele nos dá:
– o Sacramento da Reconciliação,
– a responsabilidade e a sabedoria para corrigir nossos irmãos e irmãs em Cristo (Ez 33,8; Mt 18,15),
– a caridade e a disciplina para manter nossas diferenças com outro irmão ou irmã entre os dois (Mt 18,15),
– a profunda presença de Jesus e o poder da oração quando Cristãos estão juntos unidos em nome de Jesus (Mt 18,19.20),
– a submissão à autoridade dos líderes da nossa igreja (Mt 18,17), e
– o sofrimento redentor (Jo 11,51.52).
O Espírito Santo nos permite nunca termos que decidir por nada menos do que a melhor unidade na Igreja. Contudo, nós temos que ser dóceis ao Espírito Santo e seguir os Seus caminhos de reconciliação e unidade com exatidão e sacrifício. Vem, Espírito Santo da unidade (1Cor 12,13; Ef 4,3). Vem, e dá-nos um novo Pentecostes de unidade!
Oração: Pai, liberte a Igreja para aceitar sua participação na unidade da Trindade, tão logo seja possível.
Promessa: “Não devais nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o outro cumpriu a Lei.” (Rm 13,8)
Louvor: Louvor a Jesus, Aquele que constantemente nos ensina a perdoar, mesmo quando pregado em Sua cruz. Louvor a Vós, Senhor da misericórdia e do perdão!
07/09/2026 - COMO ODIAR MAIS O PECADO
Segunda-feira, 7 de setembro de 2026
1Cor 5,1-8
Sl 5,5-7.12
Lc 6,6-11
COMO ODIAR MAIS O PECADO
“Purificai-vos do velho fermento para serdes nova massa, já que sois sem fermento.” (1Cor 5,7)
Porque amamos a Deus, nós amamos as pessoas (1Jo 5,1). Porque nós amamos as pessoas, amamos os pecadores, por mais que odiemos o pecado, pois o pecado fere severamente aqueles que nós amamos.
Algumas pessoas pensam que o pecado não é tão mau. Na verdade, é a coisa mais prejudicial que existe. Ele não é somente destrutivo, mas gera uma epidemia de destruição. É como o fermento que “…leveda toda a massa.” (1Cor 5,6) O pecado é tão tóxico e infeccioso que tem como resultado a morte e destruição. Um dos pecados do Rei Davi, setenta mil pessoas morreram numa epidemia em três dias (2Sm 24,13-15). A pior coisa que vocês podem fazer para sua esposa ou seu esposo, família, igreja, pessoas amadas e sociedade é pecar. Portanto, a Igreja diz a vocês “Converte-te ao Senhor e abandona os pecados, súplica diante de sua face e atenua a ofensa. Volta para o Altíssimo, desvia-te da injustiça e odeia profundamente a iniquidade.” (Eclo 17,25.26(21-23)
Quanto mais amamos as pessoas e mais entendemos os efeitos dos pecados, mais odiamos o pecado. Amem mais; conheçam mais; odeiem mais o pecado.
Oração: Pai, envia o Espírito Santo para ensinar-me o significado das palavras: “Meus filhinhos, isto vos escrevo para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos como advogado, junto do Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados. E não somente os nossos, mas também pelos de todo o mundo.” (1Jo 2,1.2)
Promessa: “Tu não és um Deus que goste de impiedade, o mau não é teu hóspede.” (Sl 5,5)
Louvor: O Irmão Ricardo desistiu de todos os bens mundanos pelo amor de Cristo e somente possui o que se acomoda em sua mochila.
08/09/2026 - GRANDES ESPERANÇAS E TEMPOS DE MUDANÇA
Terça-feira, 8 de setembro de 2026 – Natividade de Nossa Senhora
Mq 5,1-4 ou Rm 8,28-30
Sl 13(12),6
Mt 1,1-16.18-23
GRANDES ESPERANÇAS E TEMPOS DE MUDANÇA
“Por isso [o Senhor] os abandonará até o tempo em que a parturiente dará à luz …” (Mq 5,2)
Miquéias profetizou que os tempos iriam mudar quando uma certa mãe daria à luz. Isaias profetizou a Acaz que os tempos iriam mudar quando o Senhor der um sinal: “…a virgem concebeu e dará à luz um filho e pôr-lhe-á o nome de Emanuel.” (Is 7,14) São Paulo ensinou: “Quando, porém, chegou a plenitude do tempo, enviou Deus o seu filho, nascido de uma mulher, nascido sob a Lei.” (Gl 4,4)
A mãe dando à luz é o sinal Bíblico de tempos de mudança. Maria, dando à luz Jesus, o Messias e Deus, é um sinal de que nós estamos no melhor dos tempos, mesmo a despeito da aparência de pior dos tempos. A Mãe Maria é um sinal de que “…onde avultou o pecado, a graça superabundou.” (Rm 5,20) A Mãe Maria é um sinal de que “… Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam …” (Rm 8,28)
No Concílio Vaticano II, A Igreja chamou Maria de ‘Sinal de Esperança e de consolação’ (Lumen Gentium, 68). Ela é um sinal de que não importando como as coisas pareçam ou como nos sentimos, o Senhor tem planos para o nosso bem-estar, não para desalento; planos para nos dar “…um futuro e uma esperança.” (Jr 29,11) A Mãe Maria esteve presente aos pés da cruz. Mesmo no Calvário, a Mãe Dolorosa foi um sinal de que os tempos estavam mudando a partir da morte para a ressurreição. Jeremias profetizou: “…Porque existe uma recompensa para a tua dor – oráculo de Iahweh … Há uma esperança para o teu futuro – oráculo de Iahweh …” (Jr 31,16.17)
Vós desejais que os tempos mudem para melhor – para o Senhor? Olhem para Maria, Mãe e profetiza da esperança.
Oração: Pai, dê-nos “…uma posse antecipada do que se espera, um meio de demonstrar as realidades que não se veem.” (Hb 11,1)
Promessa: “…[Maria] achou-se grávida pelo Espírito Santo.” (Mt 1,18)
Louvor: Louvor a Vós, Senhor, por criar a alma sem pecado de Maria, a Mãe de nosso Senhor!
09/09/2026 - A BATALHA DAS BEM-AVENTURANÇAS
Quarta-feira, 9 de setembro de 2026 – São Pedro Claver
1Cor 7,25-31
Sl 45(44),11.12.14-17
Lc 6,20-26
A BATALHA DAS BEM-AVENTURANÇAS
“Erguendo então os olhos para os seus discípulos, dizia: ‘Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus.” (Lc 6,20)
Porque ‘As bem-aventuranças estão no coração da pregação de Jesus …’ (CIC, 1716), elas são extremamente importantes e desse modo veemente contrapostas pelo demônio. Porque as Bem-aventuranças ‘… são as promessas paradoxais que sustentam a esperança no meio das tribulações …’ (CIC, 1717), que ‘…nos colocam perante opções decisivas relativamente aos bens terrenos…’ (CIC, 1728), nós naturalmente resistimos viver as Bem-aventuranças. Porque o mundo, a carne e o demônio odeiam as Bem-aventuranças, eles colocam extrema pressão sobre nós para evitar que vivamos as Bem-aventuranças.
São Lucas anteviu essa batalha envolvendo as Bem-aventuranças. Assim ele nos ajuda a obedecer às Bem-aventuranças:
– nos concentrando em quatro delas. Se nós obedecermos a essas quatro Bem-aventuranças, nós também cumpriremos as outras, que estão indicadas no Evangelho de São Mateus.
– considerando as Bem-aventuranças endereçadas diretamente a nós. As Bem-aventuranças de Mateus são endereçadas ‘às multidões’; Lucas se dirige ‘a vocês’ (Mt 5,3-12; Lc 6,20-23).
– esquecendo as nuances das Bem-aventuranças de Mateus, porque nós somos tentados a transformar as nuances em lacunas.
– sugerindo que se nós não vivermos as Bem-aventuranças, nós seremos amaldiçoados (Lc 6,24-26).
Lucas nos desafia a viver as Bem-aventuranças não importa quais. Que nós possamos aceitar a graça de Deus de assim proceder.
Oração: Pai, por Vossa graça eu viverei as Bem-aventuranças, mesmo que elas me matarem.
Promessa: “…Pois passa a figura deste mundo.” (1Cor 7,31)
Louvor: São Pedro Claver deu riqueza da dignidade para aqueles mais esquecidos e maltratados.
10/09/2026 - CERVEJA
Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
1Cor 8,1-7.11-13
Sl 139(138),1-3.13.14.23.24
Lc 6,27-38
CERVEJA
“Eis porque, se um alimento é ocasião de queda para meu irmão, para sempre deixarei de comer, a fim de não causar a queda de meu irmão.” (1Cor 8,13)
Vocês deixariam alguma coisa, mesmo se não tivesse nada de errado com ela exceto que foi ocasião de pecado para outras pessoas? Os paroquianos deveriam parar de servir cerveja nas festas porque para alguém ela é obviamente ocasião para pecar? Os paroquianos deveriam parar de jogar para ganhar dinheiro porque o jogo compulsivo tem sido apresentado estatisticamente como um problema para uma parte da nossa população?
Muitos de nós podem se rebelar com a hipótese de perder a cerveja, dinheiro ou diversão. Mas quais são as nossas prioridades? Nossa preocupação tem que ser a consciência de outras pessoas e sua salvação (1Cor 8,1). “Pecando assim contra vossos irmãos e ferindo a consciência, que é fraca, é contra Cristo que pecais.” (1Cor 8,12)
“…Por que a minha liberdade haveria de ser julgada por outra consciência?” (1Cor 10,29) “Portanto, quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.” (1Cor 10,31)
“Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus …” (Mt 6,33) Façam da salvação do maior número possível a sua prioridade (1Cor 9,19). Digam com São Paulo: “…eu mesmo me esforço por agradar a todos em todas as coisas, não procurando os meus interesses pessoais, mas os do maior número, a fim de que sejam salvos.” (1Cor 10,33)
Oração: Pai, que eu possa nunca ter nada a ver com alguma coisa que leve alguém a se perder.
Promessa: “…Perdoai e sereis perdoados. Dai, e vos será dado; será derramado em vosso regaço uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante, pois com a medida com que medirdes sereis medidos também.” (Lc 6,37.38)
Louvor: Helena assume seriamente seu compromisso como colaboradora do Ministério da Apresentação, lendo e orando as Escrituras diariamente.
11/09/2026 - HIPÓCRITA
Sexta-feira, 11 de setembro de 2026
1Cor 9,16-19.22-27
Sl 84(83),3-6.12
Lc 6,39-42
HIPÓCRITA
“Como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando não vês a trave em teu próprio olho?” (Lc 6,42)
Jesus diz que nós podemos ter uma trave nos nossos olhos. Se assim for, Ele está nos fazendo o grande favor de nos alertar. Precisamos remover essa trave ou iremos cegamente cair nos buracos da apatia, do pecado, do ódio, da falta de perdão, do comportamento compulsivo, dos relacionamentos quebrados, das oportunidades perdidas, do estilo de vida egoísta ou de outras armadilhas (Lc 6,39).
Se não estamos seguros qual é a nossa trave, temos que perguntar ao Senhor para identificá-la para nós. Ele certamente tem tentado nos dizer como nós somos cegos (Ap 3,17). Se Ele não nos fala diretamente, é provavelmente porque Ele já tem nos falado através de nossa esposa ou esposo, filhos, irmãos, pais, colegas de trabalho, ou irmãos e irmãs em Cristo. Sem dúvida eles vêm nossa trave claramente e têm tentado nos alertar sobre ela.
Mesmo se o Senhor passar pela nossa visão estreita e nos levar a ver nossa trave, nós podemos ainda assim decidir mantê-la. Porque os nossos corações são duros e incorrigíveis (Jr 17,9), podemos preferir ficar com a nossa trave conhecida do que sofrer uma dolorosa remoção e humilde recuperação. Nós podemos dizer: “…O velho [estado] é que é bom!” (Lc 5,39) e preferir a escuridão de nosso olho hipócrita à brilhante luz da liberdade em Jesus (Jo 3,19.20).
Jesus é o Carpinteiro (Mc 6,3), e Ele sabe como lidar com traves. Levem suas traves, ciscos, olhos, e vida para Jesus. “…[considerem] atentamente a Jesus…” (Hb 3,1) e deixem que Ele conserte seus olhos.
Oração: Senhor, tire a cegueira dos meus olhos, toda a minha arrogância e orgulho, encha a minha visão com a Vossa luz. “…Senhor, que eu possa ver novamente!” (Lc 18,41)
Promessa: “…Iahweh não recusa nenhum bem aos que andam na integridade.” (Sl 84(83),12)
Louvor: Quando tentado a criticar outras pessoas, Marcos aplica essas mesmas críticas a si mesmo e se sente humilhado.
12/09/2026 - CULTO DEMONÍACO
Sábado, 12 de setembro de 2026 – Santíssimo Nome de Maria
1Cor 10,14-22
Sl 116(115),12.13.17.18
Lc 6,43-49
CULTO DEMONÍACO
“Eis porque, meus bem-amados, fugi da idolatria.” (1Cor 10,14)
Quando recebemos a Comunhão e participamos do mesmo pão, “…nós, embora muitos, somos um só corpo …” (1Cor 10,17) Nós partilhamos do corpo e sangue de Cristo (1Cor 10,16). Entretanto, quando mergulhamos nas atividades mundanas, podemos ser envolvidos no culto a ídolos e em comunhão com o mundo. Nós podemos, sem saber, entrar “…em comunhão com os demônios.” (1Cor 10,20)
Culto sacrificial é simplesmente abandonar-nos a alguma coisa ou a alguém. O culto a ídolos hoje é frequentemente feito em festas, concertos, eventos esportivos, bares, motéis ou shopping centers. Quando festejamos com descuido, idolatrando um artista ou atleta, tendo relações sexuais pecaminosas (Ef 5,5), ou investindo uma quantidade inadequada de tempo e/ou dinheiro em alguma coisa inútil, nós podemos estar cultuando ídolos, entrar em comunhão com eles e, inadvertidamente compartilhar com demônios.
“Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou queremos provocar o ciúme do Senhor? Seríamos nós mais fortes do que ele?” (1Cor 10,21.22) “…É a Deus que deves adorar!” (Ap 22,9)
Oração: Pai, livra-me de qualquer envolvimento com o oculto.
Promessa: “O homem bom, do bom tesouro do coração tira o que é bom…” (Lc 6,45)
Louvor: Maria, a Virgem Imaculada, refletia os mistérios do amor de Deus no seu coração e tinha palavras de louvor e alegria em seus lábios.
13/09/2026 - O FLUXO DA MISERICÓRDIA
Domingo, 13 de setembro de 2026 – 24º Domingo do Tempo Comum – São João Crisóstomo
Eclo 27,30-28,7
Sl 103(102),1-4.9-12
Rm 14,7-9
Mt 18,21-35
O FLUXO DA MISERICÓRDIA
“Diante disso, o senhor, compadecendo-se do servo, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.” (Mt 18,27)
Todos nós, lendo isso, deveríamos ser condenados ao inferno para sempre por causa dos nossos pecados. O rei Davi cometeu um pecado e 70.000 pessoas foram mortas (2Sm 24,15). E como são grandes os desdobramentos do pecado e porque a eternidade do inferno é a punição justa pelos nossos pecados.
Por causa do Seu amor por nós, o Senhor tem sido rico em misericórdia (Ef,2,4). Apesar de termos amontoado grande número de débitos e punições por nossos pecados, a morte de Jesus no Calvário foi a expiação por todos eles. Ele nos perdoou, removeu nossos pecados em Seu Sangue, pagou o preço por nossos pecados, tomou nossa punição sobre Si mesmo, nos salvou, e “…nos purificou de todo pecado.” (1Jo 1,7).
Nós temos uma grande dívida de gratidão com Jesus. Nunca poderemos pagar essa dívida, mas devemos tentar. Devemos viver não mais para nós mesmos, mas para Ele (2Cor 5,15). Temos que contar a todos sobre Seu amor e misericórdia e louvá-Lo sempre. De maneira muito especial, nós devemos estender o perdão e a misericórdia a todos que nos feriram.
Depois do que jesus fez por nós, Ele espera que façamos isso. Se nós, que fomos perdoados não perdoarmos a outras pessoas (Mt 18,35; conf. 6,14-15), o Senhor nos perguntará: “Não devias, também tu, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?” (Mt 18,33) “Para com o seu semelhante não tem misericórdia, e pede o perdão de seus pecados?” (Eclo 28,4)
Oração: Senhor, tenha misericórdia de mim e a ofereça através de mim.
Promessa: “…Portanto, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor.” (Rm 14,8)
Louvor: Louvor a Jesus ressuscitado, cuja misericórdia é inesgotável. Misericordioso Senhor, Salvador, e Juiz, seja exaltado para sempre. Aleluia!
14/09/2026 - OS PROPÓSITOS DA CRUZ
Segunda-feira, 14 de setembro de 2026 – Exaltação da Santa Cruz
Nm 21,4-9
Sl 78(77),1.2.34-38
Fl 2,6-11
Jo 3,13-17
OS PROPÓSITOS DA CRUZ
“…Moisés intercedeu pelo povo e Iahweh respondeu-lhe: ‘Faze uma serpente abrasadora e coloca-a em uma haste. Todo aquele que for mordido e a contemplar viverá’.” (Nm 21,7.8)
Quando Jesus cuidava da madeira em Seu trabalho como carpinteiro, talvez Ele refletisse sobre as Escrituras que prefiguravam a madeira da cruz. A haste com a serpente de bronze montada nela prefigura a cruz pela qual nós fomos salvos da morte.
A árvore da vida no jardim do Éden prefigura a cruz (Gn 2,9), que é algumas vezes chamada de madeiro (At 13,29). A vara de Moisés prefigura a cruz naquilo para que foi usada: resgatar o povo escolhido quando o exército Egípcio foi afogado no Mar Vermelho (Ex 14,16).
A lenha que Isaac carregou sobre os ombros no Monte Moriá prefigura a cruz, pois a madeira seria usada na oferta do próprio Isaac a Deus, como um holocausto (Gn 22,2.6).
A arca de Noé e a arca da aliança foram dois tipos diferentes de contêineres de madeira que foram usados para salvar o povo de Deus (Gn 6,13-16; 1Sm 7,2).
“Bendito seja o lenho pelo qual vem a justiça.” (Sb 14,7) Todos esses seis objetos de madeira prefiguram a cruz. No entanto, ninguém nunca suspeitou que a cruz, um implemento para execução dos piores criminosos, fosse o madeiro usado para a nossa salvação.
Nunca deixem de ficar chocados com a cruz, horrorizados com o malefício do pecado e deslumbrados com o amor de Deus, crucificado num madeiro.
Oração: Pai, que eu possa estar perto da cruz junto com Maria (Jo 19,25).
Promessa: “para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho dos seres celestes, dos terrestres e dos que vivem sob a terra, e, para glória de Deus, o Pai, toda língua confesse: Jesus é o Senhor.” (Fl 2,10.11)
Louvor: ‘Nós Vos adoramos, Ó Cristo, e vos bendizemos, porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo!’
15/09/2026 - MAIS DO QUE MÁRTIR
Terça-feira, 15 de setembro de 2026 – Nossa Senhora das Dores
Hb 5,7-9
Sl 31(30),2-6.15.16.20
Jo 19,25-27 ou Lc 2,33-35
MAIS DO QUE MÁRTIR
“Perto da cruz de Jesus, permaneciam de pé sua mãe …” (Jo 19,25)
O martírio é tradicionalmente considerado como a expressão definitiva de amor pelo Senhor. A palavra ‘mártir’ significa ‘testemunha’, e martírio é o testemunho preponderante da fé em Jesus. Ele é a mais perfeita maneira de imitar a Cristo crucificado.
São Bernardo chama Maria de ‘mais do que mártir’. Esta é uma expressão incomum porque os mártires eram tão exaltados na comunidade Cristã que seria impossível ser ‘mais do que mártir’. Mas São Bernardo disse que os sofrimentos de Maria aos pés da cruz de seu Filho foram mais severos do que as torturas físicas mais brutais.
Mesmo sendo Maria ‘mais do que mártir’, que diferença isso pode fazer? Talvez ela tivesse que sofrer mais do que qualquer ser humano jamais criado, mas existe um prêmio por sofrer mais? Abaixo seguem alguns frutos do maior sofrimento de Maria:
– O maior sofrimento redentor de Maria significa que ela foi a mulher de maior obediência, pois nós aprendemos a obediência através do que ela sofreu (Hb 5,8).
– O maior sofrimento por Jesus significa o maior ministério de consolação e cura (2Cor 1,5).
– O maior sofrimento com Jesus significa maior alegria, pois nós nos alegramos na medida em que nós partilhamos dos sofrimentos de Cristo (1Pd 4,13).
Neste dia da festa de Nossa Senhora das Dores, deixem-se ser transformados pelo ministério de Maria, ‘mais do que mártir’. Então escolham vocês mesmos o martírio.
Oração: Pai, faça-me sentir como Maria sentiu. ‘..Faze ó Mãe, fonte de amor, que eu sinta a força da dor, para contigo chorar. Faze arder meu coração, do Cristo Deus, na Paixão, para que o possa agradar …’ (Stabat Mater).
Promessa: “E a ti, uma espada traspassará tua alma – para que se revelem os pensamentos íntimos de muitos corações.” (Lc 2,35)
Louvor: Nossa Senhora das Dores, deu à luz um Filho que a consolou dizendo: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.” (Mt 5,4)
16/09/2026 - AMADO E ABENÇOADO
Quarta-feira, 16 de setembro de 2026 – São Cornélio, Papa – São Cipriano
1Cor 12,31-13,13
Sl 33(32),2-5.12.22
Lc 7,31-35
AMADO E ABENÇOADO
“Aspirai aos dons mais altos. Aliás, passo a indicar-vos um caminho que ultrapassa a todos.” (1Cor 12,31)
Amor (caridade) e dons do Espírito (carismas) caminham juntos. Se nós temos carismas, tais como línguas, profecia, conhecimento, fé, pregação ou o martírio, mas não temos amor, nada nos aproveita (1Cor,13,1-3). Dons sem amor estão mortos (Tg 2,26).
Entretanto, isso não significa que nós devemos esquecer os dons do Espírito e nos concentrar no amor caritativo. Imediatamente depois que São Paulo proclamou: “Agora, portanto, permanecem fé, esperança, caridade, estas três coisas. A maior delas, porém, é a caridade.” (1Cor 13,13), ele ensinou o devido uso de línguas e profecia. Ele agradeceu a Deus por falar em línguas mais do que qualquer habitante de Corinto e nos mandou concentrar os nossos corações especialmente no dom da profecia (1Cor 14,1). Portanto, Paulo ensinou não somente que os dons sem amor estavam mortos, como também que o amor sem os dons deixa alguma coisa a desejar. Amar é uma maneira de descrever os frutos do Espírito (Gl 5,22.23). O fruto é o produto final. Sem os mecanismos completos do Espírito, incluindo os dons do Espírito, nós não teremos um fruto totalmente desenvolvido.
Amar é a atmosfera essencial para o devido uso dos dons espirituais, enquanto o uso dos dons é um pré-requisito para o desenvolvimento completo do amor. Busquem os dons do Espírito no amor e para o amor.
Oração: Pai, que eu possa buscar tanto os dons quanto os frutos do Espírito.
Promessa: “Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.” (Lc 7,35)
Louvor: Em seus dez anos como bispo, São Cipriano enfrentou dois cismas, uma perseguição, uma praga, o exílio e por fim, o martírio.
17/09/2026 - AMADO E PERDOADO NO AMOR
Quinta-feira, 17 de setembro de 2026 – São Roberto Belarmino – Santa Hildegarda de Bingen
1Cor 15,1-11
Sl 118(117),1.2.16.17.28
Lc 7,36-50
AMADO E PERDOADO NO AMOR
“…Mas aquele a quem pouco foi perdoado mostra pouco amor.” (Lc 7,47)
Vocês creem que Jesus os ama tanto que Ele morreu na cruz para redimir os seus pecados? Vocês creem que sem a morte de Jesus na cruz vocês iriam ser condenados ao inferno para sempre por causa dos seus pecados? Cada um de nós tivemos perdoadas dívidas enormes e impagáveis. Portanto, devemos:
– chorar lágrimas de amor, contrição e alegria (Lc 7,38),
– amar muito a Jesus e nos lançarmos aos Seus pés (Lc 7,38),
– amar muito a Jesus a ponto de lavarmos, beijarmos e perfumarmos os Seus pés (Lc 7,38),
– ser compelidos pelo amor a partilhar a Boa Nova da justificação e do perdão através de Jesus (2Cor 5,14),
– perdoar aos outros até mesmo as maiores ofensas – depois do perdão que nos foi dado pelo Senhor (Mt 18,32.33), e
– amar a todos, até mesmo aos nossos inimigos, porque Jesus nos amou primeiro (1Jo 4,19).
Se o nosso amor é limitado, então não percebemos o quanto amados e perdoados nós somos (Lc 7,47). Se o nosso amor é grande, “…nós temos reconhecido o amor de Deus por nós, e nele acreditamos …” (1Jo 4,16) “Assim tereis condições para compreender com todos os santos qual é largura e o comprimento e a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo o conhecimento …” (Ef 3,18.19) Então amem e perdoem adequadamente.
Oração: Pai, eu permanecerei no Vosso amor e perdão (Jo 15,9).
Promessa: “Lembro-vos, irmãos, o evangelho que vos anunciei, que recebestes, no qual permaneceis firmes, e pelo qual sois salvos, se o guardais como vo-lo anunciei …” (1Cor 15,1.2)
Louvor: São Roberto perguntava: ‘Quem não se alegraria de suportar um jugo que não causa pressão, mas acaricia’.
18/09/2026 - EU CREIO EM MILAGRES
Sexta-feira, 18 de setembro de 2026
1Cor 15,12-20 Sl 17(16),1.6-8.15 Lc 8,1-3
EU CREIO EM MILAGRES
“…Os Doze o acompanhavam, assim como algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças …” (Lc 8,1.2)
Os Cristãos acreditam em milagres. Nossa fé é baseada na Ressurreição de Cristo dentre os mortos (1Cor 15,14.17). O milagre da Ressurreição de Jesus foi precedido pelo milagre da expiação por todos os nossos pecados através de Sua morte no Calvário. Esses milagres do mistério Pascal foram precedidos por incontáveis sinais, prodígios, curas e livramentos durante o ministério público de Jesus (Lc 8,2). Todos esses milagres estão fundamentados no inimaginável e sem precedente milagre da Encarnação de Jesus, Deus feito homem.
Esses milagres de Jesus são a base para milagres tais como nos tornarmos novas criaturas (2Cor 5,17); ter Deus, a Santíssima Trindade, habitando em nós; poder receber o Corpo e Sangue de Cristo na Santa Comunhão; ter nossa ressurreição dentre os mortos; e ter nossa entrada na eterna felicidade do céu.
Milagres são a real atmosfera na qual os Cristãos vivem. Todos os nossos sacramentos são milagres de salvação, perdão, transubstanciação, unidade ou cura. Um milagre começou a nossa vida Cristã. A nossa vida diária vai de milagre em milagre. Quando morrermos ou quando nos encontrarmos com Jesus no milagre de Sua vinda definitiva, o último evento da nossa vida na terra será um milagre. Se vocês crerem em Jesus como Salvador, Senhor e Deus, vocês creem em milagres.
Oração: Pai, “…Eu creio! Ajuda a minha incredulidade!” (Mc 9,24)
Promessa: “…Cristo ressuscitou dos mortos, primícias dos que adormeceram.” (1Cor 15,20)
Louvor: Marlene, uma adolescente, teve somente uma perna quebrada em um grave acidente de automóvel no qual somente os pneus traseiros de seu carro puderam ser recuperados. Ela proclamou que o Senhor havia operado um milagre ao poupá-la de uma lesão mais grave.
19/09/2026 - ELEVADOR DE GRÃOS
Sábado, 19 de setembro de 2026 – São Januário
1Cor 15,35-37.42-49
Sl 56(55),10-14
Lc 8,4-15
ELEVADOR DE GRÃOS
“Outra parte, finalmente, caiu em terra fértil, germinou e deu fruto ao cêntuplo…” (Lc 8,8)
Uma típica colheita de grãos no tempo de Jesus seria de sete a oito vezes (sétuplo a óctuplo). Uma colheita de cem vezes não podia ser atribuída à habilidade do agricultor ou à fertilidade da terra. Aqueles que ouviam a Jesus devem ter entendido que somente a pura graça de Deus poderia produzir uma colheita de cem vezes.
Nossa percepção da leitura diária das Escrituras pode se parecer com a colheita do maná que os Israelitas realizaram e que Deus proveu no deserto durante décadas (Ex 16,14-18). Muitos Israelitas certamente colheram-no rotineiramente ano após ano, vendo o alimento milagroso aparecer sem perceber, ouvindo falar sobre outras pessoas com eles no deserto recolhendo seu milagre diário do céu sem entender (Lc 8,10). A rotina normal de leitura das Escrituras pode não produzir uma colheita do cêntuplo, mas uma colheita típica de sete a oito vezes do que a Palavra de Deus automaticamente produz ‘por si mesma’ (Mc 4,28). Se, por nosso próprio esforço, nós estamos realmente abertos em nossa leitura diária das Escrituras (Lc 8,15), talvez a colheita aumente para trinta ou sessenta vezes (Mt 13,18).
Nós no Ministério da Apresentação escrevemos este “Um Pão, Um Corpo” para encorajar vocês a buscar diariamente as leituras das Escrituras, antes de participar da Missa diária. Na Missa, nós estamos no ambiente dos milagres. Dia a dia, que nós nos coloquemos agradecidamente na Presença Eucarística de Jesus e peçamos esperançosos a Ele para abrir os nossos ouvidos espirituais (Is 50,4). Deus nos transformará em um bom e milagroso solo e nós veremos uma colheita surpreendente e milagrosa do cêntuplo, ou ainda maior.
Oração: Pai, eu “…[tremo] diante da [Vossa] palavra.” (Is 66,2)
Promessa: “E, assim como trouxemos a imagem do homem terrestre, assim também traremos a imagem do homem celeste.” (1Cor 15,49)
Louvor: São Januário, um bispo, entregou a sua vida a Jesus como mártir junto com três diáconos, um leitor e duas pessoas leigas. Louvor a Vós, Jesus, pelos nossos bispos que entregam as suas vidas por nós.
20/09/2026 - EU ESTOU AQUI PARA TRABALHAR
Domingo, 20 de setembro de 2026 – 25º Domingo do Tempo Comum – Santo André Kin Taegón, São Paulo Chóng Hasang e companheiros
Is 55,6-9
Sl 145(144),2.3.8.9.17.18
Fl 1,20-24.27
Mt 20,1-16
EU ESTOU AQUI PARA TRABALHAR
“Mas, se o viver na carne me dá ocasião de trabalho frutífero, não sei bem o que escolher.” (Fl 1,22)
Na passagem do Evangelho de hoje, os trabalhadores da colheita disseram: ‘Estamos aqui para trabalhar’. Jesus, no entanto, queria purificar a motivação deles. Eles estavam trabalhando para si mesmos e pela recompensa, ou estavam trabalhando para o Senhor e o Seu Reino? Como São Paulo, todos nós que trabalhamos na colheita para o Reino de Deus somos desafiados a dizer: ‘Estou aqui para trabalhar para o Mestre e dar-lhe uma colheita frutuosa’ (Fl 1,22-24).
Quando nós, discípulos de Jesus, trabalhamos para Ele focados na nossa recompensa, isso é um problema. Nós precisamos trabalhar para Cristo e onSeu povo, e esquecer o ‘O que há nele para mim?’. Que nós nos concentremos em ‘O que há nele para Jesus?’ e em ‘O que há nele para o povo de Deus?’. Uma vez que os pensamentos de Deus não são os nossos pensamentos (Is 55,8.9) Que nós peçamos para ter o pensamento de Cristo (1Cor 2,16). E se Jesus perguntasse: ‘O que há nele para mim?’; ‘O que eu posso obter do trabalho e do sofrimento no calor das provações que enfrentei?’ (Mt 20,12). E se Jesus fizesse greve, ameaçando parar de perdoar os nossos pecados ou de ouvir as nossas orações até que Ele obtivesse o que Ele quer de nós?
Portanto, que nós sejamos como Jesus e como São Paulo. Que trabalhemos no interesse de Deus e por uma colheita frutífera para apresentar-lhe (Mt 9,37.38). Que sejamos generosos como nosso Senhor (Mt 20,15). Que trabalhemos agradecidamente pelo privilégio de levar alegria para o Senhor (Mt 25,21) e levar o reino de Deus para o maior número de pessoas possível.
Oração: Pai, fazei o que for necessário de modo a fazer através de mim a Vossa vontade.
Promessa: “Abandone o ímpio o seu caminho, e o homem mau os seus pensamentos, e volte para Iahweh, pois terá compaixão dele, e para o nosso Deus, porque é rico em compaixão.” (Is 55,7)
Louvor: Louvor a Jesus, Messias crucificado e ressuscitado Senhor! Aleluia!